Ensinamento de um Golden Globe.

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Golden Globes, premiação anual de hollywood, festa, vestidos bonitos e opiniões alheias jogadas ao vento, ou melhor, na internet. 

Ver Golden Globes, ou a maioria das premiações, no Brasil é bem difícil, os filmes não estrearam ainda, a gente ver pra sabe qual vale a pena, ou pra torcer pela premissas de alguns. Isso vale também pros prêmios de televisões da noite, não dá pra ver todas as séries, não dá pra fincar toda categoria. Eu mesma torço pelo o que eu assisto, mal sei se o outro é melhor. 

Eu assisto o Golden Globes, eu amo ver os vestidos, eu amo jogar minha opinião na internet, especificamente no meu twitter. Esse ano não foi diferente, a única diferença é que a frase "Nem todo mundo vai gostar de você" e "Nem Deus agradou todo mundo" nunca fez tanto sentido. 

É engraçado como o ódio gratuito é destilado pelas redes sociais. 
As vezes nem o ódio mas a necessidade de desaprovação de alguma pessoa. 

Em como celebridades hoje em dia são tão apoiadas, ou odiadas, como times de futebol. Era um La La Land versus Moonlight que chegava a parecer um Fla x Flu da sétima arte, e muita gente não tinha visto nenhum dos dois. Era um The Crown roubou que parecia que eu estava assistindo a minha timeline em dia do jogo do Corinthias. 

Mas até aí tudo bem, ótimo, estão julgando o conjunto da obra, a arte é subjetiva, podemos ter um debate a cerca disso. Mas não. 

Chegou a categoria de atores, atrizes, e a mesma coisa. Fulano mereceu mais, Cicrano trabalhou mais pra isso, José certamente deveria ter ganhado. Mais uma vez subjetivo ok. Mas ai entrou aquela onda de num sei quem é super estimado, aquele lá nem trabalha tão bem, ih esse ator é super sem graça não suporto desligo a tv quando aparece. 

Chegaram a falar que a Meryl Streep, a proprietária da atuação, era superestimada. 

Então se Isabelle Huppert com uma atuação maravilhosa em ELLE não agrada todo mundo. Se Meryl Streep é superestimada, quem sou eu pra agradar a gregos e troianos não é mesmo? 

Uma noite de gala completamente louca lá em Beverly Hills reafirmou que aceitação é a maior balela da história. Você fazendo ou deixando de fazer, muita gente ainda vai achar motivo pra falar mal e não te achar tão brilhante assim. Se aconteceu com a Meryl Streep vai acontecer com os meros mortais, mas com você talvez não seja a internet toda, mas sim aquela sua tia chata, ou aquele seu primo que acha que tudo que você faz é fácil. 


thamy lima

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